sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Dia 6

Afinal, contando com o primeiro e o último dias inúteis, foram 8 dias no Atacama. Legal, agora até o nome do blog está errado. Palmas para mim!
Mas indo ao assunto do post: nosso sexto dia de deserto foi muito legal; não por termos visitado um lugar muito estranho, nem por ter visto coisas loucas, mas sim por ter cavalgado. Eu sou particularmente apaixonada por cavalgar, e é triste lembrar que sou leiga na atividade.

Na foto estamos eu, Lucca, e nosso fiel companheiro Tonto, que na verdade era muito esperto: repare em como ele seguiu todo o trajeto conosco pelas sombras dos cavalos. Foram o Tonto e mais dois cães no seguindo pelo caminho, e nosso destino era o Vale da Morte.
Eu esperava encontrar alguns corpos mumificados, mas não vi muita coisa além de areia e gente praticando sandboard. Meu pai sugeriu que experimentássemos sandboard também, mas eu torci um pouco o nariz diante da possibilidade de cair rolando naquela areia fervente, com o risco de come-la.





Esse guia também era simpático. Na verdade, não saímos com 1 guia que não fosse simpático, e isso é bem legal... ao menos para mim, é sinal de que o povo lá é feliz. Quer dizer, você percebe quando alguém está feliz e quando está meramente cumprindo seu dever como guia. Lá, a galera era feliz mesmo.

Mais legal foi quando, após termos parado sobre uma duna para beber água, eu tive certos problemas para guiar minha égua junto aos cavalos do grupo. Fiquei para trás, até que notei que o guia estava falando algo, e parecia ensinar o Lucca a segurar direito as rédeas. Com meu PhD em espanhol, eu entendi tuuuuudo que o guia falou, e estava me perguntando "mas o que..." quando, de repente, os cavalos da frente começaram a correr... e minha égua foi junto.
Não lembro de ter levado um susto tão grande recentemente. Descendo e subindo aquelas dunas a galope, senti que ia cair a todo momento, principalmente porque não estava avisada. Mas foi muito legal, muito mesmo. Então aí vai minha dica: acompanhe o grupo, ou se prepare para corridas-surpresa.
Depois da cavalgada, meu pai ainda queria caminhar sei lá por qual trilha, mas ninguém animou. Francamente... no dia seguinte subiríamos um vulcão de 5600m, e já bastava a dor na bunda que a cavalgada deixaria. Aproveitei o resto do dia para escrever algumas páginas do meu livro, mas estava tendo um problema: faltava um personagem. Algum elo estava perdido, e isso é bem frustrante para o escritor.
Até amanhã... e obrigada por ler o blog.

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