sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Dia 5

No post do dia 3 já está explicado o motivo pelo qual "pulei" o dia 4. Só estou consertando minha matemática maravilinda aqui. Sou tão genial que não consigo nem contar os dias...
Mas ok. Nosso quinto dia não foi nada mau. Na verdade, foi bom até demais. É claro que pra compensar o lado legal da coisa, precisava ter um lado irritante: acordamos às 5 da manhã para ir de furgão até os Geisers del Tatio.
Para quem não sabe, Geiseres são essas coisas aqui:

São como mini-vulcões de vapor quente. Soltam esse vapor (alguns até borbulham a água) quando a pressão embaixo da terra está grande demais. Isso só acontece quando está muito frio do lado de fora (por isso tivemos de ir tão cedo), pois quando o clima esquenta, a pressão atmosférica muda e as coisas se regulam um pouco.
Ver os geisers é muito viajante, mas o legal mesmo foi ver nosso café da manhã sendo esquentado:

Os geiseres estão a mais de 4000m acima do nível do mar, o que é uma altitude razoável, e já provoca tontura em algumas pessoas. A menina de 10 anos que estava com a gente desmaiou lá, e o Lucca ficou bem sonolento -- uma combinação da altitude com o fato de ter acordado cedo demais. Eu, a Flávia e meu pai não sentimos diferença, o que pra mim foi uma ótima notícia e um grande incentivo para o que me aguardava em meu último dia no Atacama.




Pra irritar meu namorado, eu preciso dizer que foi nesse passeio o meu primeiro contato com o guia mais legal de todos. O motivo dele ser legal será explicado no último dia; por enquanto fica claro apenas que, se eu tivesse uns 30 anos e um pouco menos de exigências... brincadeira. Prefiro meu momo mesmo <3
Depois de visitar as duas galerias de geisers e ter meus pés congelados, voltei ao furgão e... precisei esperar mais uns bons 10 minutos para conseguir ir ao banheiro. A fila estava enorme. Mulheres... deve ser por isso que gosto de homens.
Depois de ir ao banheiro, passamos por uma espécie de laguinho cheio de patos:

Não sei porque eles carregavam esse mato. Depositavam-no em lugares aleatórios, aparentemente sem motivo nenhum. Sei lá.
Depois da lagoa dos patos, fomos a uma vila que tem a surpreendente população de três habitantes fixos. É. Dá pra imaginar o motivo para termos de pagar até para ir ao banheiro... ou para tirar fotos com a lhama:

Eu não gosto muito dessa coisa de deixar o bicho preso o dia todo pra tirar fotos, e sinceramente fiz o possível para não incomodá-lo: quando cheguei perto, essa lhama (lindinha demais) estava meio receosa, e preferi deixar que ela se acostumasse comigo antes de fazer carinho. Assim que tirei essa foto, vieram três mulheres brasileiras e tremendamente tapadas que agarraram, as três de uma vez, a pobre lhama que não pôde fazer nada além de tentar correr para todos os lados. Turista sabe ser retardado.

Mas eu não posso falar muita coisa, já que é difícil encontrar brasileiro que fale (ou entenda) espanhol pior que eu. A única vez que me aventurei a falar algo além de "gracias", "si", "no" e "tiene jugo?" foi no meu último dia no deserto, e foi bem, BEM desastroso. Mas acabou virando motivo pra eu rir quando lembro, então tanto faz.
Aqui estão mais algumas fotos da pequena vila:



Isso é uma vicunha, parente das lhamas. Assim como as primas, vicunhas são organizadas e usam todas o mesmo banheiro! Achei isso tão legal que, em geral, é a primeira coisa que conto quando me pedem para dizer como foi a viagem.
Como o passeio durou mais de 6h, não pudemos fazer outro à tarde, e passamos o dia duro e infeliz sofrendo no hotel.

Bye bye, até o próximo post!

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