segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dia 2

Bom dia!
Eu não sei se escrevi sobre isso, mas assim que chegamos no hotel, fazemos uma lista de passeios desejados para cada dia, e em cada manhã há um mural estampando que passeios estão marcados para quem. Nessa manhã estava escrito Lagunas Altiplanicas, quarto 18 (o nosso).
Não foi só o quarto 18; também fomos acompanhados por um simpático casal de brasileiros na mesma vã, e em um carro separado foi uma dupla americana que implicou conosco (suponhamos que seja um casal gay, mas nunca se sabe). Eles haviam implicado no dia anterior porque enquanto o guia explicava as coisas em inglês, meu pai traduzia para o Lucca, e isso era "irritante demais". Sem falar que um deles estava vestido como se fosse ao shopping; o outro, como se fosse ao trabalho. A única explicação:

Mas voltando ao passeio, fomos dessa vez guiados por Pamela, a simpática guia que já não parecia estar com um grupo de alunos da primeira série. Ficamos um bom tempo no furgão até chegarmos no primeiro ponto turístico, o caminho inca.

Francamente? O caminho inca é só um caminho com esse negócio de metal que marca algum meridiano, mas não me lembro qual. Também não me lembro pra que os incas usavam esse caminho, mas provavelmente era para algum ritual sagrado. Uma nota digna de destaque: esse caminho é original, nunca foi reformado ou reconstruído por nenhuma criatura moderna. Exceto pelas pedras que os turistas gostam de empilhar (e a Pamela derrubou várias), o caminho continua intacto desde a época dos incas.
Depois, voltamos ao carro, paramos em um pequeno restaurante em uma minúscula vila para marcar nosso almoço, seguimos com o carro e encontramos isso:

Lhamas!
Lhamas, lhamas e muitas lhamas!
Mas essa foi só uma parada para tirar fotos. Nosso destino real era esse aqui:

Lagunas altiplanicas. Duas lagunas de água doce onde não se pode nadar, pois é só ali que vive um tipo de alga que serve de alimento para aves ameaçadas de extinção. É ali, também, que vive outra planta rara e ameaçada, do tamanho do meu polegar.
O que realmente é:

O que eu vejo:

E aqui estão mais algumas imagens das lagunas:



Como esse foi um passeio que durou 6 horas, o hotel não nos permite fazer outro. Almoçamos naquele mini restaurante daquela mini vila (foi a única vez que comi carne vermelha nessa viagem), tiramos fotos naqueles pontos turísticos que todo mundo tira (igrejinha, bla bla bla) e voltamos de carro a San Pedro. O legal foi quando fomos a uma loja comprar lembrancinhas (eu comprei um gorro de duende) e meu pai tirou da carteira algumas notas de Reais junto a Pesos. A guia e a lojista ficaram "OMG OMG REAIS!! OLHA QUE LIMD!"
Adoro quando isso acontece. Me sinto exótica, quando na verdade nada é mais exótico do que o lugar em que estou.

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