domingo, 15 de janeiro de 2012

Dia 1

Como o meu tempo no pc é curto, decidi não escrever sobre Santiago agora; escreverei em meu último post, quando eu já tiver voltado ao Brasil.
Por agora, escrevo sobre como foi meu primeiro dia de passeios pelo deserto.
O despertador tocou umas três vezes, mas só fomos levantar da cama na quarta vez e eu não sei que horas eram. Foi tempo o suficiente para trocar de roupa, tomar café (no meu caso, chá) e partir para o deserto às 9:30.
Informação totalmente irrelevante #1 - eu sonhei que estava com amigos em cima de uma ponte que ligava duas casinhas de parque de areia; estávamos lá porque no chão havia muitos guaxinins lutando como ninjas, armados e tudo.

O primeiro passeio que fizemos foi ao Vale da Lua, vale que não se parece em nada com a superfície lunar. Esse nome é devido a umas pedras e cristais (principalmente de sal) depositados lá, chamados selenita, palavra que deriva de 'lua' em grego. Na verdade, é um vale que já foi uma grande piscina de água salgada -- vestígio de mar que restou entre a cordilheira do sal e a cordilheira dos Andes (todo esse deserto já foi mar). Com a evaporação da água, restou o sal, e com o passar dos anos, mais sedimentos se depositaram ali até formar o que é hoje: um grande vale em tons de marrom, com paredes rajadas pelos sedimentos e erosão pelo vento.

Essa é a vista de uma parte do vale. Confesso que pela foto não parece muito impressionante, mas ao vivo o lugar se torna especial por dois motivos (que eu acho) principais:
- O tamanho e a altura do vale;
- O horizonte repleto de montanhas e vulcões nevados, dentre eles, um que estava em erupção de cinzas.

Aqui está San Pedro sob o ponto de vista do vale. É literalmente um oásis, mas de longe parece muito mais verde do que realmente é. Aqui é tudo marrom.
Depois do Vale da Lua, fomos ao Vale dos Mortos.
Sim, o nome também me chamou atenção, e o mais legal é que a aparência do lugar combina, de certa forma, com o clima o qual atribuímos à morte. A entrada para o vale é assim:

Tam tam tam, tensão subindo, prepare-se para ver muitos corpos em decomposição enfiados nas grandes estacas negras que emergem do solo...
Mentira, o Vale da Morte é assim:


Mas eu não vou mentir: realmente queria ter visto uns esqueletos.
Nesse vale tem um bocado de obsidiana, que é uma pedra vulcânica à primeira vista preta e sem graça, mas quando posta contra o sol, adquire um tom esverdeado e transparente. É bem legal. Se você é ligado em energias, a obsidiana é uma pedra que equilibra as energias já existentes no corpo, mas é perigosa e atrai todo tipo de energia negativa, como um íma. Caramba, acabei de descobrir isso. Que bizarro. Tanto faz, eu peguei duas pra mim.

O guia nos mostrou essa planta perto do vale, mas todo o deserto é repleto dela. Aparentemente, ela cura problemas de gases.
Enfim, a última visita do tour matinal foi a um lugar que eu esqueci o nome, mas também é cheio de sal; este, por sua vez, rico em lítio. Também tem por lá uma formação de três pedras meio compridas que um padre resolveu chamar de Três Marias por achar que elas se parecem com mulheres. Eu sinceramente não vi a semelhança, exceto que a terceira parece ter peitos:

Na verdade, forçando bem a imaginação, o que eu enxergo é uma pessoa muito poderosa no meio, com uma mulher de cada lado idolatrando-a, tentando "escalar o morro até seu nível", e uma forever alone ali no canto, sentada de costas para as demais. É, whatever, são pedras.

Isso é uma gruta de sal. Não parece, pois a poeira torna tudo marrom, mas as paredes, teto e mesmo o chão são puro sal. A gente comeu um pedaço do teto, por mais estranho que isso soe.

Mais uma vez, está tarde e amanhã preciso acordar cedo... quer saber? Meus posts não serão em tempo real. Amanhã posto o Dia 1 parte 2, e por aí vai até que se completem os 7 dias.

Bye bye!

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